página inicial / informa / Fetiche, cuidado íntimo, inovação para a sexualidade: conheça as tendências do mercado erótico

Fetiche, cuidado íntimo, inovação para a sexualidade: conheça as tendências do mercado erótico

Se o corpo humano nasceu com todas as condições para sentir prazer, fica fácil de entender porque produtos e serviços relacionados a sexo geram tanto interesse. Mas o teor proibitivo a que esse tema foi relacionado historicamente deturpou a forma como as pessoas encaram algo que deveria ser natural. Agora, o mercado erótico tem a missão de fazer novas associações no imaginário coletivo a partir de uma atuação inovadora e centrada no bem-estar sexual.

A desconstrução da imagem construída pela pornografia masculinizada, que tomou conta do mercado erótico, envolve tecnologia, design e um posicionamento de marca com forte caráter educativo. Diversas empresas estão conseguindo fazer isso pelo mundo, ajudando o segmento a se consolidar, atrair investimentos e desviar de uma rota que não trazia benefícios para ninguém – ou talvez só para uma minoria formada por homens brancos e heterossexuais.

Com o bem-estar sexual em pauta, algumas tendências aparecem como promissoras para as empresas que desejam se estabelecer em um mercado que cresce dois dígitos ao ano. 

 

4 tendências do mercado erótico e de bem-estar sexual

Uma das características mais relevantes do mercado de sexual wellness, onde o segmento erótico está inserido, é a ligação direta entre autocuidado e prazer. Para encontrar satisfação no sexo, as pessoas estão criando intimidade com elas mesmas. Nesse contexto, as empresas desenvolvem produtos e soluções que ajudam na investigação do próprio corpo. Não se trata apenas de sentir tesão – o bem-estar sexual pode levar a muitas outras sensações. 

 

V-care: cuidado com a região íntima

Prioridade do mercado de bem-estar sexual, o V-care faz referência aos cuidados com a vagina. Produtos direcionados para a sexualidade feminina despontam como tendência, cumprindo funções variadas, desde prevenir desequilíbrios ou desconfortos na região vaginal até auxiliar em técnicas de fortalecimento do assoalho pélvico, como o pompoarismo.

Marca brasileira renomada no mercado de bem-estar sexual, a Lubs apostou alto no V-care com o lançamento recente do Sérum Íntimo Reparador. O produto funciona como um hidratante para as áreas vulvar, peniana e anal – ou seja, pode ser usado por qualquer pessoa e em toda a pele da região íntima. Promete reduzir sintomas relacionados à irritação e é indicado para uso depois das relações sexuais, em razão do atrito, ou como um ritual de cuidado noturno.

Ainda parece cedo para avaliar a aceitação do público em relação a um sérum exclusivo para as áreas íntimas. Embora a marca esteja recebendo avaliações positivas, também há diversos questionamentos em redes sociais sobre a real necessidade de um produto com esse propósito. Para entender até onde vai o V-care, não há outro jeito: é preciso arriscar.  

 

Estimulantes à base de plantas

Não é novidade que os estimulantes fazem sucesso, principalmente entre o público feminino e a comunidade LGBTQIA+. Mas o nível de exigência na compra desses produtos agora está maior. Preocupadas com a saúde, as pessoas estão em busca de estimulantes naturais, preferencialmente veganos. Para atender à demanda, o mercado erótico explora o poder das plantas, promovendo efeitos como aumento na circulação sanguínea, refrescância e relaxamento. 

O Lubrificante Íntimo Excitante da Feel oferece estímulo e lubrificação. A combinação de menta, gengibre e canela, em uma fórmula à base d’água, aumenta a sensibilidade ao toque, deixa uma sensação gelada e reduz o ressecamento na região íntima feminina. Esse é o primeiro lubrificante íntimo excitante do Brasil com aprovação da Anvisa para usar as palavras clitóris, vagina e vulva no rótulo – uma vitória para todo o mercado erótico. 

Por falar em regulamentação, outro famoso estimulante natural ainda enfrenta barreiras para venda no Brasil. É o Xapa Xana, feito com óleo de coco e flores de Cannabis Sativa cultivadas de forma orgânica no Uruguai, onde a maconha é legalizada para uso medicinal e recreativo. A partir de um intenso relaxamento da região íntima feminina, o produto favorece o prazer sexual e, segundo o relato das próprias mulheres que o utilizam, ajuda inclusive a alcançar o orgasmo.

 

BDSM: o retorno do fetiche

Roupas de couro que evidenciam o corpo, coleiras e algemas com ferragens à mostra. Tendência declarada na moda, o fetiche também tem vez no mercado erótico. As práticas de BDSM – sigla para bondage, dominação, submissão e sadomasoquismo –  utilizam os mais variados acessórios para dar uma pitada generosa de ousadia em relações sexuais. Enquanto houver consentimento e prazer de todas as pessoas envolvidas, está liberado amarrar, chicotear e experimentar qualquer outra fantasia.

Referência em fetiche no mercado erótico brasileiro, a Panty Nova acaba de atualizar a coleção de acessórios BDSM. Em sintonia com a tendência atual, os novos produtos transitam entre espaços públicos e privados. Para transformar um bracelete em uma algema, por exemplo, é só inserir a corrente. A linha também conta com chokers e guias, que juntas funcionam como coleiras, além das clássicas harness. Feitos em material vegano que lembra couro e destaca os metais, os itens da marca não deixam a desejar em design.

 

Sextechs: tecnologia do bem-estar sexual

Inovação para o mercado erótico existe e as sextechs dominam o assunto. São esses negócios que pesquisam e criam novas tecnologias voltadas a experiências sexuais. Mesmo ainda precisando lidar com o preconceito, as startups do ramo já encontram espaço para apresentar novidades em grandes eventos de inovação, como o CES e o Web Summit.

As sextechs focadas no desenvolvimento de produtos estão investindo em design minimalista e sofitiscado, além de uma linguagem afetiva, para aproximar mais pessoas do sexo e da autoestimulação. Mas a tecnologia também se aplica a outros modelos de negócios, como conteúdo erótico por assinatura em áudio e vídeo. 

Representante brasileira entre as sextechs, a Lilit chegou ao mercado em 2019 com a proposta de oferecer um único produto pensado por e para mulheres. O bullet da marca, que tem comunicação direcionada para quem está à procura do primeiro vibrador, garantiu faturamento de R$450 mil logo no primeiro ano de vendas.

Os números das sextechs não mentem sobre o potencial do segmento, mas os grandes fundos de venture capital ainda se mostram resistentes com o mercado erótico e de sexual wellness. Nesse sentido, a Feel é um exemplo de startup que conquistou diversas frentes de investimento, principalmente com foco em bem-estar e saúde. Desde 2020, a empresa recebeu aceleração do Grupo Boticário, da Wishe Women Capital e da B2Mamy. Nada impede que tanto a Feel, como outras sextechs, ampliem ainda mais o portfólio, se os entraves culturais deixarem de ser um impeditivo.  

Compartilhe

13:20:NEWS
NO SEU E-MAIL

Entre em contato com o 13:20:HUB

Inscreva-se e receba novidades!