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Olhar para o céu abre um portal para o autoconhecimento

A observação e o estudo dos astros acompanham a nossa evolução no mundo. São a prova da perspicácia intuitiva e cognitiva do ser humano, que se virou para o céu na busca pela sua sobrevivência na terra. Encontrou isso e muito mais. A astrologia transcendeu os aspectos puramente científicos do estudo do cosmos e se transformou em uma potente ferramenta de acesso ao universo interior do ser humano, o autoconhecimento.

Das descobertas que a astrologia nos apresentou ao longo de milhares de anos – como o impacto dos movimentos planetários sobre a natureza e a agricultura, a classificação e divisão do tempo, a orientação geográfica e marítima, e as conquistas territoriais – talvez a mais questionada seja o seu potencial de decifrar personalidades, interpretar o passado e fazer previsões sobre o futuro: estas, propriedades subjetivas e místicas, que não podem ser comprovadas cientificamente.

Os astros não mentem, mas o ser humano sim. Inclusive, para si mesmo. A astrologia surge como direcionamento para a pessoa chegar à sua verdade, propósito e destino, oferecendo um mapeamento ilustrativo da posição dos astros na hora do seu nascimento e uma interpretação técnica da sua personalidade, potenciais, talentos, temperamentos e dificuldades. Uma poderosa ferramenta de conhecimento próprio e aliada da psicanálise arquetípica de Carl Jung.

O mapa astral é, como o nome indica, um esquema gráfico (em forma de mandala) que contém os símbolos dos planetas, de 12 signos zodiacais e seus respectivos elementos (água, terra, fogo, ar) e outros aspectos astrológicos presentes no momento do nascimento de uma pessoa (ou evento!), e funciona como uma bússola para apontar o caminho para o autoconhecimento e o destino final, a autorrealização.

A disposição, interação e contraposição dos corpos celestes no mapa é ‘lida’ de forma a revelar traços da personalidade, habilidades inatas ou que pode aprender facilmente, bem como dos aspectos que precisam ser trabalhados pelo indivíduo na sua jornada evolutiva, indicando possíveis reajustes de rota para que a pessoa possa chegar ao seu ‘destino’.

 

Astrologia e autoconhecimento: deu match!

Considerada uma pseudociência, a astrologia estuda os movimentos dos corpos celestes e as prováveis relações que estes possuem com a vida das pessoas e os fenômenos naturais do planeta Terra. 

De acordo com a astrologia, os planetas são estados de consciência manifestados na Terra. Forças de energia, regidas por uma Lei maior, que não permite interferências, apenas as interações que vivenciamos durante a experiência humana.

O sistema astrológico é bastante descritivo e altamente interpretativo. Os signos são tarefas para o nosso crescimento e aprimoramento individual. Cada planeta é responsável por um dos signos: 12 animais zodiacais que nos dão a possibilidade de crescer e evoluir. Quando estamos em ressonância positiva com estas nossas tarefas/animais é que nos tornamos melhores como pessoas.  

Um planeta pode significar muitas coisas dependendo da sua localização, outros planetas também entram no mix, além das circunstâncias marcantes que acontecem 24 horas na nossa vida. Portanto, “não se trata de memorizar as definições dos signos, mas de sabedoria e talento para interpretar, saber ler e contar aquela história (…) como um ato literário”, afirma Christine Smallwood em seu artigo para o jornal americano The New Yorker.

O caso de amor entre os astros e o ser humano, manifestado nas linhas, círculos, animais, símbolos e elementos do mapa astral, é uma viagem interna de autoconhecimento, sem volta. 

 

Da mesopotâmia à vida contemporânea

Não sabemos ao certo em que momento o estudo dos astros saiu da atmosfera do coletivo (sobrevivência e defesa) para o individual (autoconhecimento e autodefesa). A astrologia remonta à Mesopotâmia, ou até antes. Há indícios de cerca de 15.000 anos. 

Mas o primeiro mapa astral de que se tem registro data de 2.350 a.C., realizado para o rei Sargão I, da Babilônia. O imperador Adriano, que liderou Roma no seu apogeu (até 138 d.C.), não tomava nenhuma decisão sem antes consultar seu astrólogo particular.  

Se no princípio dos tempos o verbo era ‘Ser’, na idade moderna o verbo é ‘Ter’. E isso nos causa problemas de toda natureza: existencial, financeiro, ambiental.

Para voltarmos à nossa essência, reencontrarmos o caminho do ‘self’, precisamos da prática constante do autoconhecimento, e o mapa astral pode nos apontar caminhos ao falar sobre nossas qualidades e virtudes, sinalizar nossas fraquezas e vícios. Com um bom mapa, nos aproximamos de onde queremos chegar nos relacionamentos, em nosso espaço físico, nossas atividades profissionais, no equilíbrio de uma rotina com mais bem-estar e na energia vital que todos temos, mas que às vezes se reduz à uma faísca. Expressamos nossos sentimentos, ressignificamos as nossas feridas..  

Conhecer-se é uma fonte inesgotável de vitalidade, criatividade, afeto e coragem. Quando encontramos dentro de nós a nossa energia criadora, fomentamos construtivamente nossa psique, o que nos faz mais felizes, ativos, empáticos e determinados. Quando descobrimos o que faz a nossa roda (do zodíaco) girar, nos libertamos para passos e conquistas maiores, e deixamos a nossa marca no mundo.

Os astros nos direcionam para os caminhos recomendados, e nos retornam com tudo o que precisamos aprender. A narrativa astral nos ajuda a interpretar nossas vidas, entrelaçando o passado, o presente e o futuro. Também nos auxilia a encontrar sentido quando não o enxergamos em nenhum outro lugar. Ou quando precisamos daquela forcinha extra para sair da zona de (des)conforto.

Carl Jung tratou o mapa astral como a representação da psique na sua prática clínica, contribuindo para o nascimento da astrologia com orientação psicanalítica, instrumento para autorrealização, propósito de vida, quebra de crenças limitantes e blocos mentais, que tem sido utilizada para prever o destino de uma pessoa, bem como para definir seu caráter e personalidade. 

A lógica da astrologia como autoconhecimento nos mostra que os planetas não são responsáveis por nossa felicidade ou infelicidade. Nós somos responsáveis por nossa autorrealização e autodefesa.

 

Astrologia para os negócios: força nova ou fake news?

Da mesma forma que os astros nos direcionam para certos caminhos em nossas jornadas individuais, podem apresentar caminhos para empresas, marcas, inovações.

Igualmente, os astros não vão determinar o sucesso ou fracasso das empreitadas. Nós – os indivíduos por trás das marcas e das decisões de negócios – somos responsáveis por fazer acontecer e proteger nossas ideias, produtos e serviços. Mas os momentos propícios, aberturas e fechamentos de portais dos astros podem nos guiar nessa missão. Vai lançar um produto novo? Confira as datas mais auspiciosas. Vai expandir seu nicho de mercado? Pergunte aos astros se essa decisão pode render bons frutos.

Produtos temáticos criados para satisfazer o interesse por astrologia e os signos não são difíceis de encontrar. Empresas investindo em aconselhamento astrológico para suas equipes e projetos já são uma realidade. Pesquisas para reconhecer gatilhos de consumo com uma pegada no esotérico, conduzidas por marcas que se identificam com o universo místico, geram insights, identificação e engajamento.

Reforçar os atributos da marca por meio dos elementos, signos e arquétipos, fazer o mapa astral de uma ideia, marca, produto ou estabelecimento comercial já não é visto com estranheza. Assim como os indivíduos, os negócios são vulneráveis, física, energética e psicologicamente falando. 

Mapas astrais e horóscopos são um esboço do que os astros dizem sobre o comportamento e a interação das pessoas. Altamente individual e dotado de sistema técnico, a astrologia tem essa dimensão poética-religiosa-místico-alquímico-filosófica, de autocuidado e ‘storytelling’. Fornece significado e significância ao movimento estelar que promete contar coisas que você ainda não sabe. Sobre marcas é a mesma dinâmica.

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