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Se inspire com a história de nosso BRAND MANTRA: Respire. Pesquise. Escolha.

Adoramos uma história por aqui. Além de contar histórias de marcas, seus produtos e propósitos, de profissionais, lugares, de onde vêm as tendências, gostamos de contar as nossas histórias. Contamos a história de onde veio o nome e o logo do Slow Market Brasil (se não conhece, tem uma sequência de breves posts em nosso instagram), contamos as histórias de nossa equipe e o que nos motiva às nossas mudanças e escolhas… histórias.

 

Acreditamos que compartilhando um pouquinho dos bastidores, de nossas emoções e nosso pensamento sobre as coisas, existe uma proximidade maior, uma conexão maior. E gostamos de conexões sinceras e saudáveis. Então lá vem mais uma história de como surgiu o nosso brand mantra: Respire. Pesquise. Escolha.

 

E aqui, preciso contar mais uma história minha, Melissa Volk, em primeira pessoa. A mulher das pastinhas que pesquisa, fuça, vira e revira e guarda aquilo que fez sentido e inspirou em determinado momento. De vez em quando gosto de remexer nessas pastas, rever, reler. O que não faz mais sentido vai pra lixeira, tantas trazem lembranças deliciosas e outras….. me inspira, me reconecta e relembra o que sou e acredito. O DNA, aquela característica mais profunda, verdadeira e legítima, fica.

E assim é o DNA do Slow Market Brasil, agora 13:20:HUB (lê-se “treze e vinte hub”). O porquê dessa mudança – mais uma história – você lê aqui, neste artigo em nosso 13:20:Informa. Agora vamos falar de onde veio o Respire. Pesquise. Escolha.

A começar, faz todo o sentido não? É literalmente o que propomos por aqui: Sair do modo automático, compulsivo, sem atenção, reativo. Comprar sem pensar, ou comprar o que viu alguém nas redes sociais divulgar….. Calma. Primeiro vamos parar e dar uma respiradinha? Ufa, pronto. Então Respira profundamente, mais uma vez. Hora de Pesquisar, vasculhar, fuçar, ir selecionando o que faz sentido pra você. Uma inspiração aqui, outra ali. Tô vendo que tem gente que vai passar a criar pastinhas rsrsrs ou…. salvar o link, favoritar, bookmark this tab…. e por aí vai. O importante é criar uma base de referências e informação para Escolher o que faz sentido pra você, pra suas características, seu estilo de vida, seu momento de vida. No melhor estilo beleza livre, individualidade, diversidade.

 

“Sair do modo automático, compulsivo, sem atenção, reativo. Comprar sem pensar, ou comprar o que viu alguém nas redes sociais divulgar….. Calma. Primeiro vamos parar e dar uma respiradinha? Ufa, pronto. Então Respira profundamente, mais uma vez. Hora de Pesquisar, vasculhar, fuçar, ir selecionando o que faz sentido pra você. O importante é criar uma base de referências e informação para Escolher o que faz sentido pra você, pra suas características, seu estilo de vida, seu momento de vida.”

 

Pois bem, abrindo pastas de artigos escritos e entrevistas respondidas ao longo desses quase 6 anos, me deparei com uma entrevista de Setembro de 2016, enviada logo após a primeiríssima edição do Slow Market Brasil, que aconteceu dentro da programação da Virada Sustentável no IED em São Paulo. Naquele início eu não tinha assessoria de imprensa, e confesso que não lembro e nem consigo achar pra quem eu respondi essa entrevista (falha no arquivamento, Melissa!).

Mas fica o orgulho e a certeza de que mantivemos o nosso DNA, nosso propósito, nossa intensão, ao longo desses 6 anos de história, com tantos acontecimentos. Sendo 2 de pandemia, situações pessoais e uma transição radical de eventos presenciais a uma plataforma digital. Acrescenta uma mudança de nome e logo. Que também faz sentido, porque estávamos respirando, pesquisando e escolhendo o que mais fazia sentido neste momento.

O fato é que depois de inúmeras perguntas e respostas longas (sou um pouquinho prolixa…), a entrevista finalizou com “3 palavras para quem quer optar por uma vida ‘slow’: Respire. Pesquise. Escolha.” E voilá! Nosso mantra!

Fica aqui alguns trechos dessa entrevista e se a/o jornalista se lembrar dela, por favor, me procure!

 

“A entrevista finalizou com “3 palavras para quem quer optar por uma vida ‘slow’: Respire. Pesquise. Escolha.” E voilá! Nosso mantra!”

 

 

 

 

: Jornalista: Idealizadora do Slow Market… (se quiser, coloca mais alguma coisa sobre você)

MelVolk:  Era publicitária mas sempre conectada com moda e design, fazendo uma curadoria e pesquisa pessoal constantes de marcas que achava interessante… Há mais de 10 anos já reformava minhas roupas. Sempre vasculhava o armário, separava as peças que eram boas, mas que não seguiam uma modelagem que queria usar, ou queria transformar em alguma peça que achava mais interessante ter no armário naquele momento. Quase fiz uma parceria com uma costureira. Reformei muita coisa e transformei meu closet, além de revender e doar muita coisa. Sempre quis circular a energia e transformar tudo em “usável” e desejável. …

Aí criei o Bazar do Desapego. Primeiro, horas na casa das amigas, remexendo tudo mesmo. E reorganizando. Trocava cabides, dobrava o que tinha que dobrar, organizava por estilo, situação de uso, montava looks e a pessoa passava a achar as peças no armário, ter novas opções de looks e passava a saber exatamente o que estava faltando para uma compra direcionada e consciente. Impressionante a quantidade de peças doadas e selecionadas ao bazar. Tinham peças novinhas, com etiqueta e tudo. Montamos (eu e uma amiga) o bazar na parte de cima de uma loja de decoração em Perdizes. Decoramos tudo, montamos vitrine, divulgação, live painting de um amigo que também pintou e customizou uma bolsa vintage de uma amiga. Foi um trabalho do cão, mas divertido e uma ótima experiência e muitos aprendizados. Fizemos apenas uma vez, mas até hoje sou chamada para fazer essa faxina, essa sessão desapego, que é também uma bela faxina energética. Uma das pessoas que fiz essa “sessão desapego” foi a Mariana Amaral, que é a idealizadora e realizadora da Virada Sustentável. Aí veio o convite este ano.

 

: Jornalista: Me fala um pouco sobre a idealização da feira. O projeto já existia ou foi pensado para a Virada Sustentável?

MelVolk:  Foi pensado para a Virada Sustentável. Desde o primeiro ano da Virada, dizia que se estava falando de sustentabilidade, a moda deveria ter uma atenção, porque sabemos todos os problemas da indústria da moda no quesito “insustentabilidade”. A equipe da Virada era ainda bem pequena e não tinham alguém com entendimento desse mercado. Fui atrás da Chiara Gadaleta, me apresentei a ela e fiz a ponte com os sócios da Virada. Mas nunca havia me envolvido diretamente com o evento. Nos últimos 2 anos, o Walter Sá organizou a Feira Verdinova, que contemplava moda, decoração e gastronomia. Ele se mudou para São Luis do Maranhão e o núcleo moda/feira estava sem dono mais uma vez. Sorte minha 🙂 Num papo com a Mari na sede da Virada veio o convite: “amiga, você não quer tocar? É a sua cara”. Não precisei de 1 segundo para dizer um “sim”, claro, rápido, simples. Animadérrima de volta pra casa, veio a realidade: estávamos há 2 meses da Virada e passaria 10 dias em um retiro na Costa Rica e mais 4 nas Olimpíadas do Rio. … “Bom, foda-se. Isso vai rolar. Ah vai!” Me organizei e rolou.

 

: Jornalista: Planos para continuar ou será um evento específico da Virada?

MelVolk:  Sim, o Slow Market vai continuar. Será itinerante e vai ampliar. Além de mercado a ideia é conscientizar cada vez mais marcas, que ainda não sejam “verdes escuras” ou até que sejam vermelhas, sobre a necessidade e possibilidades disponíveis para ir fazendo uma mudança à “verdolândia”. Conectando fornecedores, marcas, criando parcerias, novos produtos. É um trabalho constante para marcas que ainda não sejam conscientes começarem sua mudança, gradativamente. E também para os verdes trocarem informações, técnicas, desenvolverem novo projetos e parcerias.

No projeto também inclui um intercâmbio cultural. Priorizar os produtores e marcas locais (do local onde o Slow Market estará acontecendo), mas sempre trazer marcas de outros estados e países, para ampliar o networking e trocas entre todos. Nesta primeira edição veio a DaTribu de Belém, que pela primeira vez expôs em São Paulo, um trabalho lindo. Tive também 2 marcas gringas, a Twins for Peace e a The Walart, que estão no Brasil pela Acajú do Brasil. São marcas super descoladas e modernas. O que quero é fazer um intercâmbio cada vez maior entre pessoas, produtores e consumidores, gerando troca de informações e soluções, barateando e viabilizando processos, desenvolvendo novos materiais, cultivando novas parcerias, novos produtos, marcas. E mobilizando para haver uma mudança gradual nas empresas que ainda são “vermelhas” a se tornarem laranjas, amarelas, verdes claras, verdes escuras…. o movimento tem que acontecer, porque “there is no Planet B”.

 

: Perguntas:

  1. [Propósito] Por que Slow Market?

O Slow Market é um reflexo do Slow Movement, que cultua mudar o ritmo de vida para um ritmo mais lento, mais “saudável” que começou na Itália em 1986, e foi ganhando força. (vale a pesquisa pela história toda, não vou me estender aqui). Nos últimos anos o nosso tempo passou a ser considerado o nosso bem mais precioso, o maior luxo. E com os absurdos do fast fashion/fast food, os desperdícios, as condições precárias e desumanas dos trabalhadores, relação e quantidades mínimas de fornecedores, a péssima qualidade dos produtos, passaram a ser cada vez mais questionadas e insuportáveis. Nosso planeta não aguenta mais isso (nem a falta de respeito com o planeta em si, nem nas relações humanas) O movimento slow foi ganhando cada vez mais força e adeptos, principalmente do slow food. Lá fora é uma realidade mais madura, existem Slow Markets na Itália, Polônia, África do Sul. São mercados enormes, ao ar livre, que quero trazer pra cá (quem sabe pra Virada Sustentável 2017).

Além de valorizar as marcas pequenas de produtores locais, que se preocupam com a qualidade, que produzem com cuidado, com atenção, se importam em ter peças autênticas e únicas, exclusivas, acredito também na importância de envolver grandes marcas, que realmente impactam o planeta. Num slow movement essas grandes marcas podem ir se adaptando, se adequando, criando relações de trabalho mais saudáveis, reaproveitando matéria-prima, enfim, impactando toda a cadeia.

 

  1. O que move as tuas escolhas na curadoria das marcas e produtos?

Primeiramente escolhi o que eu queria consumir rsrsrs Passamos da época em que ser sustentável era pegar uma garrafa pet, cortar no meio pra usar de vaso. Queremos produtos sustentáveis e conscientes, mas com design, beleza, estética. É usar a garrafa pet para ser transformada em matéria-prima, em tecido, e com ele, fazer um produto que tenha design. Além disso alguns vasinhos de pet não vão resolver a grande quantidade de garrafas consumidas e descartadas no mundo por dia, hora, segundo. E por isso também a importância e a presença de marcas grandes neste processo.

Então escolhi marcas das quais gostava do que via, me desejaram consumir logo de cara. Queria mostrar que “marcas sustentáveis e conscientes” não são a pecinha hippie, sem qualidade. Ou peças antigas e vintage. Ainda no Brasil tem muita gente que acha que produtos sustentáveis são artesanais e hippies demais ou ligado à brechó, peças de segunda mão e que estão relacionados ao passado. Queria mostrar que é isso também. Isso também faz parte do slow movement, mas é além. Ser slow, sustentável, consciente é extremamente vanguardista e que pensa no futuro, com peças lindas, descoladas e chiques também… tem de tudo. Para toda e qualquer ocasião e para todos os gostos. Temos escolhas e opções e isso é maravilhoso.

Quis mostrar essa visão mais moderna e de olho no futuro também no logotipo, que não usa uma fonte retrô, que não é verde, não tem folhinha ou plantinha. Porque é muito mais amplo que isso e um caminho sem volta. Todos deveriam estar de olho no futuro e fazer suas escolhas baseadas nisso.

Enfim, comecei pelas marcas que sabia que já tinham processos slow e sustentáveis e/ou tinham causas humanitárias e sociais. As que tinha dúvida, falei e perguntei. Foi e é maravilhoso saber a história por trás de cada marca. O maior valor está aí. Neste processo conheci pessoas e histórias maravilhosas e fui me apaixonando cada vez mais por cada marca. Então as escolhas foram no visual, no feeling, nas histórias. Foi por paixão mesmo….

 

  1. [os “makers” buscam realizações profissionais aliadas aos valores pessoais, pensando nisso] O que tem de identidade tua na Slow Market?

Absolutamente tudo tem minha identidade no Slow Market. Escolhi o nome, conceito, criei meu próprio logo, pesquisei e entrei em contato com cada expositor. Fiz absolutamente tudo, escolhi tudo de acordo com meu propósito de vida e valores. Tive ajuda de uma designer quase na véspera do mercado, mas que também escolhi porque sabia que ela entenderia exatamente o que eu queria, que tinha a ver com ela também e não tinha tempo pra não dar certo. E ela entendeu de cara. Como disse a Mari Amaral: “amiga, é a sua cara”. 🙂

 

  1. O que move as tuas escolhas de consumo?

O visual e o design (detalhes, corte, modelagem, funcionalidade – obviamente dentro do conceito de marcas conscientes, que é o primeiro filtro). Sou uma pessoa extremamente visual. E exigente. Tenho um olhinho treinado. Posso entrar numa loja ou bazar com zilhões de coisas que vou achar peças incríveis. Aí vem o design: veste bem? tem o corte/costura corretos? a peça é funcional? Tem muita gente boa no mercado. Vou atrás disso.

 

  1. Qual a tua visão sobre o movimento “slow” no Brasil.

Está slow rsrsrs Mas existe, o que é fantástico. Tem muita gente engajada e fazendo um trabalho incrível. A cada dia que passa vejo mais e mais gente e empresas se preocupando com o slow life, valorizando o tempo e valorizando que faz com calma, atenção, respeito e amor. Mas ainda temos um longo caminho. Um caminho com quem compra, com o consumidor. São eles que escolhem e gastam seu dinheirinho. Se eles passarem a fazer escolhas mais conscientes, provoca toda uma reação em cadeia. Então acredito que o consumidor deva ter mais informação e por isso uma curadoria que mostre todas as possibilidades desse movimento é tão importante. Cada um tem um gosto. E tem pra todos eles.

 

  1. Três palavras para quem quer optar por uma vida “slow”?

Respire. Pesquise. Escolha.

 

 

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