Quando comecei minhas primeiras buscas sobre beleza consciente, por uma beleza mais saudável, pouco ou nada se falava sobre beleza limpa. Era 2016, o movimento ainda muito pequeno no Brasil, e eu encontrava muitas referências nos Estados Unidos e Europa. Minha transição e interesse se iniciaram por motivos bem sérios. Minha mãe e meu pai tiveram câncer, incluindo o de pele. A partir dali, queria entender melhor o que estava entrando no meu corpo, também pela pele. Iria fazer o que estava a meu alcance para ter uma rotina mais saudável, consumindo o mínimo de ingredientes nocivos ou suspeitos.
Em 2018 eu já havia substituído praticamente tudo. Foi uma transição lenta, com muita pesquisa e testes. Produtos que deram certo, outros tantos que não. O termo “slow beauty” começava a ganhar cada vez mais força, as revistas de moda passaram a incluir produtos mais saudáveis em suas dicas de beleza e vi a revista Glamour trazer um painel sobre o tema em um de seus eventos.
Pronto, era chegado o momento de trazer uma edição do Slow Market 100% dedicada a esse universo, ajudar a tantas pessoas interessadas e com dúvidas, como eu, e a incentivar o crescimento dessa indústria em nosso país.
Naquele mesmo ano, lançamos uma série de 4 workshops com a Karina Viega, do Acorda, Bonita!, que divididos em Aromaterapia, Cuidados com a Pele, Cabelos e Automaquiagem. Foi a sementinha para lançar, alguns meses depois, o primeiro evento totalmente focado em beleza consciente do Brasil, o Slow Market.Beauty, em São Paulo. Foram quase 50 marcas brasileiras, vindas de norte a sul do país. Foi um sucesso!
Dentro do conceito “slow beauty”, os termos DIY-do it yourself (ou “faça você mesmo”), artesanal, natural, orgânico e vegano eram os da vez. Muitas marcas independentes autorais – as indie brands – começavam artesanais e caseiras para conseguir fôlego e passar pelo processo de regulamentação da ANVISA. Desde então, 4 anos se passaram e a ANVISA ainda não estabeleceu uma legislação para essas categorias de produtos.
Marcas atentas para estar em sincronia com o mundo
Cada vez mais, o termo clean beauty – beleza limpa – passou a estampar a lista de claims, atributos e diferenciais de marcas de beleza. Ele surgiu seguindo uma nova realidade, uma necessidade da natureza, da conscientização e exigência dos consumidores, do crescimento acelerado desse mercado.
A beleza limpa não é necessariamente natural, ela é atóxica e conta com tecnologia e inovação (leia aqui a matéria que explica bem esse conceito).
A beleza limpa apareceu por marcas atentas aos anseios e ritmo do mundo. Pode-se dizer que é o “termo da vez” e o caminho mais provável para os grandes players do mercado.
A vontade em entender mais sobre o tema por parte dos consumidores, e a empresas se posicionarem como uma marca limpa, consciente e sustentável, deram origem a diversas iniciativas como a série “The Clean Academy”, feita pela Biossance. Com a embaixadora Sabrina Sato na versão brasileira, foram convidados diversos profissionais relacionados à área para esclarecer dúvidas frequentes que surgiram com esse novo movimento. Tenho orgulho em estar entre eles. (Vale a pena maratonar. Está no YouTube, basta clicar aqui).
Hoje existem diversas marcas que seguem o clean beauty como mote principal, investindo em tecnologia e pesquisas constantes para estar à frente da concorrência. Se ainda não conhece, vale conhecer as brasileiras Beauts, CARE Natural Beauty, Elemento Mineral, ELXR Skincare, Soul Sun, Auravie, Khor, Puravida, entre tantas outras.
Assim como a indústria se transformou e se adaptou às novas realidades e anseios dos consumidores e do planeta, fizemos o mesmo por aqui. Passamos por uma mudança aparentemente bem radical – mudando logo e nome – mas que é mais coerente do que se pode imaginar em um simples relance.
Nossa missão sempre foi trazer o mais atual e verdadeiro sobre o universo da beleza consciente, e por este motivo, manter o “slow” (devagar) não fazia mais sentido para nós. É urgente a mudança em produzir e consumir cosméticos limpos. Não podemos esperar que nossa saúde grite, que o planeta arda, que uma tragédia aconteça.
Do slow pro flow
Sabemos mais. Entendemos mais. Queremos viver melhor. E reforço aqui o conceito de nosso novo nome, de nosso momento – treze:vinte:hub. Podemos dizer que 13:20 é a frequência natural para todos os seres de todos os pontos da galáxia. É estar em sincronia com o universo, em um plano multidimensional.
É acompanhar o movimento do planeta e entender que somos um só. A Terra – Gaia – é viva e assim somos os seres que aqui coabitamos, interagimos, que cada ação causa uma reação em cadeia, e que suas escolhas afetam todo o universo.
13:20 representa os 13 períodos anuais, ou 13 luas e 20 frequências solares. Esse ciclo natural se opõe, basicamente, ao calendário gregoriano de 12 meses e 30 dias. O 13:20 compõe um calendário regular e harmonioso, um ciclo biológico natural. É como sermos biodinâmicos, sabe? Estar no lugar certo na hora certa, em harmonia e equilíbrio com a natureza, e, portanto, com nós mesmos.
Parece uma viagem ou faz todo o sentido para você? O fato é essa adequação fez todo sentido para nós. Estamos agora digitais, abertos, abrangentes, nacionais, internacionais. Informação atualizada, bem organizada para ajudar nas suas escolhas.
Não somos mais apenas locais e presenciais. Estamos abertos e livres. Livres. O que me puxa para outro termo que falei há quase 2 anos no boom do Clubhouse (aliás, alguém ainda usa por aqui?): Beleza Livre!
Mas esse é um outro termo, para um outro momento, que vamos falar bastante por aqui! 😉 Acompanhem.











